Tulsa, em 1896, não passava de um pequeno lugarejo perdido no Oeste Americano, com meia-dúzia de casas, ruas de terra batida, que enlameavam desesperadamente depois do degelo, na Primavera, e levantavam cerradas nuvens de pó no Verão, e uma população que mal atingiam as 700 pessoas, na sua maioria nativo-americanos, condenados a viver nos "Territórios Indianos", verdadeira terra-de-ninguém, depois das deportações entre 1831 e 1838 levadas a cabo pelo Governo Federal dos EUA.
Além da população índia, entre os seus habitantes contavam-se ainda muitos aventureiros, colonos recém-estabelecidos, chegados com a grande "corrida para o Oeste", em 1889, e também, inevitavelmente, muitos fora-da-lei, à vontade neste caos social, regido apenas pela lei da Bíblia (quando calhava) e do revólver (quase sempre).
Porém, a descoberta, em 1901 e, depois, em 1905, das grandes jazidas de petróleo nos arredores da cidade, desencadearam o crescimento super-rápido da urbe, não só de habitantes, como economicamente, de tal modo que, em 1907, quando Oklahoma passou a ser o 46º Estado da União, Tulsa já tinha as ruas calcetadas e um sistema de transportes públicos de tróleis sobre carris, puxados por cavalos. Em 1917, a sua população ultrapassava os 7.000 habitantes e a cidade já possuía edifícios de cinco e seis andares.
Foram as imensas fortunas geradas à conta do ouro-negro que permitiram, sobretudo durante os segundo e terceiro decénios do Século XX que se construísse ao compasso do gosto mais refinado da época: a Arte Deco.
Hoje, a baixa de Tulsa possuí um dos maiores acervos mundiais de Arte Deco, depois de Paris, França, e Miami, Florida.
Edifício Philtower.
Construído em 1928 por Waite Philips, homem de negócios do petróleo, sob desenho do arquitecto Edward Buehler Delk, no estilo do revivalismo gótico, inspirado pelas grandes catedrais europeias, sobretudo inglesas e alemãs. As rendas das suas estruturas comerciais foram doadas por Waite Philips aos Boys Scouts of América (escuteiros americanos) para estes suportarem as despesas do Rancho Philmont e respectiva Villa, terreno também doado por Waite aos escuteiros, para parque de acampamento e treino da organização juvenil. Em 1977, os BSA venderam o edifício a investidores locais. No seu 20º andar preserva-se o escritório de Waite, tal como ele o usou.
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