sábado, 23 de novembro de 2013

Pela pradaria gelada

Fina capa de gelo cobre as plantas secas da pradaria, adornando-as com milhares de pequenas gotas de cristal batidas pelo vento. Os ramos das árvores se prolongam em pingentes de gelo, instantes de humidade súbita e transparentemente petrificados pelo vento de Norte, que sopra em geladas rajadas sem perdão.
Ainda líquidas as frias águas dos lagos e ribeiras, onde os patos se sustentam, e, riscando os céus sob as nuvens ameaçadoras, os gansos procuram mais cálidas paragens.
Resfolegam os imensos bisontes que lentamente pastam entre a floresta despida já das folhas...

As pedras graníticas esbranquiçadas pela capa de gelo

A erosão tornou redondos estas massas de granito que em seu dia constituíram um fundo marinho

O vento gelou instantaneamente as gotas de água

Como milhares de pérolas...

O vento norte bate as ervas geladas

Nos lagos, as águas todavia ainda não gelaram

Finas camadas de gelo dão uma luminosidade aos caules das plantas

Natureza

Solidão

Pradaria

Entre o beiral e os pingentes

O todo

O vento e o frio já despiram as árvores das últimas folhas outonais

Bucólica
Os bisontes procuram os pastos já cobertos da geada





Também as vacas procuram as ervas que resistiram ao gelo

Deserto. Sonho acabado

Sob as nuvens que prometem mais gelo, um bando de gansos busca pouso mais cálido

Atrás do camião que abre caminho na estrada gelada...



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