Desde forte em terras de fronteira e sede do 4º de Cavalaria, no itinerário das canadas de gado desde o Texas para norte, a campo de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial e, nos dias de hoje, campo de estudo do Ministério da Agricultura norte-americano, assim a história de Forte Reno.
Existiram cinco campos de prisioneiros no Estado de Oklahoma (175 em todos os EUA), durante a Segunda Guerra Mundial. O de Forte Reno estava inicialmente destinado a prisioneiros japoneses, porém, dado o elevado número de capturados nas operações no Norte de África contra o Afrika Korps de Rommel, mudou-se a nacionalidade dos prisioneiros (alemães e italianos), que efectuavam vários trabalhos, com um salário de 80 cêntimos por dia. Os rancheiros locais que empregaram alguns destes prisioneiros, pagavam ao Governo 1,5 dólares por dia e por prisioneiro. Os rancheiros providenciavam ainda transporte e a guarda dos prisioneiros. Os 10 cêntimos/hora pagos aos prisioneiros serviam para estes comprarem mercadorias na cantina. Embora os prisioneiros alemães levassem consigo a comida do dia, frequentemente os rancheiros davam-lhes o almoço ou a "bucha". Alguns rancheiros mantiveram o contacto com os prisioneiros após estes regressarem à Alemanha.
Chegou a ter 1.335 prisioneiros, guardados por um contigente de 130 Polícias Militares e dois oficiais.
Dos prisioneiros neste campo só um morreu, na sequência de um acidente, a explosão de uma caldeira.
Depois do final da guerra, 69 corpos de prisioneiros foram transferidos para o cemitério de Fort Reno, ocupando um talhão à parte. Nele estão 62 alemães e 8 italianos e todos os anos em Novembro são depostas coroas de flores em memória dos prisioneiros ali enterrados.
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| Antiga casa do comandante do Forte. O canhão em frente é do tempo da Guerra Civil americana |
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| Igreja construída em 1944 pelos prisioneiros de guerra alemães e italianos, capturados no Norte de África e trazidos para aqui |
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| Na área principal, as sepulturas dos soldados e familiares, bem como de civis e batedores índios que serviram no Forte |
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| Campas dos prisioneiros italianos no talhão destinado aos prisioneiros de guerra |
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| Memorial dos prisioneiros alemães |
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| Também batedores índios estão aqui sepultados |
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| Existe um grande número de sepulturas de criança, provavelmente filhas dos soldados, o que atesta a elevada mortalidade infantil nas terras de fronteira |
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