sábado, 23 de novembro de 2013

Forte Reno

Desde forte em terras de fronteira e sede do 4º de Cavalaria, no itinerário das canadas de gado desde o Texas para norte, a campo de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial e, nos dias de hoje, campo de estudo do Ministério da Agricultura norte-americano, assim a história de Forte Reno.
Existiram cinco campos de prisioneiros no Estado de Oklahoma (175 em todos os EUA), durante a Segunda Guerra Mundial. O de Forte Reno estava inicialmente destinado a prisioneiros japoneses, porém, dado o elevado número de capturados nas operações no Norte de África contra o Afrika Korps de Rommel, mudou-se a nacionalidade dos prisioneiros (alemães e italianos), que efectuavam vários trabalhos, com um salário de 80 cêntimos por dia. Os rancheiros locais que empregaram alguns destes prisioneiros, pagavam ao Governo 1,5 dólares por dia e por prisioneiro. Os rancheiros providenciavam ainda transporte e a guarda dos prisioneiros. Os 10 cêntimos/hora pagos aos prisioneiros serviam para estes comprarem mercadorias na cantina. Embora os prisioneiros alemães levassem consigo a comida do dia, frequentemente os rancheiros davam-lhes o almoço ou a "bucha". Alguns rancheiros mantiveram o contacto com os prisioneiros após estes regressarem à Alemanha.
Chegou a ter 1.335 prisioneiros, guardados por um contigente de 130 Polícias Militares e dois oficiais.
Dos prisioneiros neste campo só um morreu, na sequência de um acidente, a explosão de uma caldeira.
Depois do final da guerra, 69 corpos de prisioneiros foram transferidos para o cemitério de Fort Reno, ocupando um talhão à parte. Nele estão 62 alemães e 8 italianos e todos os anos em Novembro são depostas coroas de flores em memória dos prisioneiros ali enterrados.
Antiga casa do comandante do Forte. O canhão em frente é do tempo da Guerra Civil americana

Igreja construída em 1944 pelos prisioneiros de guerra alemães e italianos, capturados no Norte de África e trazidos para aqui
Na área principal, as sepulturas dos soldados e familiares, bem como de civis e batedores índios que serviram no Forte

Campas dos prisioneiros italianos no talhão destinado aos prisioneiros de guerra

Memorial dos prisioneiros alemães

Também batedores índios estão aqui sepultados

Existe um grande número de sepulturas de criança, provavelmente filhas dos soldados, o que atesta a elevada mortalidade infantil nas terras de fronteira




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